[Disforia e Outras Engrenagens Poéticas] Canção de um aprisionado

Ei, não vá
Não me deixe aqui sozinho
Nessa gaiola de metal frio
Não consigo dormir sem sua companhia
E irei ficar preso aqui até a luz do dia
Ei, não vá
Não vire as costas para mim, preciso que você cuide de mim
Não sei me virar só, e não quero ficar só
Você é algo para mim
Ei, não vá
Se estiver entediado começo a cantar
Se ainda não gostou de mim, canto mais uma vez
Grito cantando, minha garganta esfolando
Mas tudo para que você não se vá
Para que você fique ao meu lado e me acompanhe a deitar
Para que eu não fique sozinho nessa prisão
Ei, não vá
Ouça a dor em meus piados que ecoam no quarto
Não me deixe sozinho ao relento, caído, machucado por dentro
Ei, não vá
Não me deixe aqui sozinho
Nessa gaiola de metal frio
Não consigo dormir sem sua companhia
Ei, não vá
Os aviões rugem no céu, me encolho assustado nesse novo mundo
Não vá, não vá, não vá me deixar aqui só
Só nessa escuridão
Só nessa prisão
As asas doendo a cada batida do coração
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